quinta-feira, 15 de julho de 2010

Casamento gay na Argentina [2] - A luta continua por aqui...

(por favor, não divorcie os meus pais!)

Quando se trata de Direitos LGBT, os debates ficam acalorados. Hoje ganhamos mais uma batalha, nossa vizinha Argentina aprovou o casamento GAY. Para muitos isso é uma falta de vergonha, para outros é uma grande vitória.

Nós, gays brasileiros, ainda não temos legislação que nos acolha nesse sentindo. Usamos de analogia de leis para que possamos garantir nossos direitos civis enquanto parceiros em união estável. Lutamos para que nosso Congresso crie leis especificas para nós que fazemos a massa LGBT. Não queremos mais direitos, queremos igualdade deles.

Uma lei contra homofobia é pouco queremos leis que nos façam cidadãos iguais aos outros e quando a união gay por aprovada em lei estaremos dando um grande passo !!!

Thales Moreira
Coordenador do Núcleo LGBT da UJS de Santa Cruz do Capibaribe
15 de Junho de 2010

Casamento gay na Argentina [1] - Entre direitos, crenças e preconceitos


O Senado argentino aprovou, com 33 votos a favor e 27 contra, a lei que autoriza a união civil entre pessoas do mesmo sexo . Muito mais que o status de legalmente unidos, o casamento entre homossexuais é o reconhecimento do Estado de que seus cidadãos, com todas as suas diferenças lícitas, devem receber o mesmo tratamento.

"A lei não fará que nenhum heterossexual 'vire' gay, nem que um gay acentue ainda mais sua homossexualidade. As pessoas já são o que são. Se se aceitam ou não por medo da 'repercussão' social, é outra questão"

Como era de se esperar, a discussão reacende a polêmica, contrapondo conservadores e religiosos, avessos à ideia, e liberais e os próprios homossexuais, que, há anos, encabeçam a luta por esse direito.

De fato, não podemos desconsiderar o fator cultural e o religioso, principais argumentos dos que se mostram contra a união civil homossexual. Não é tão simples convencer a grande maioria de que existe um outro padrão de relação afetiva. Mais difícil ainda é afrontar a crença dos religiosos que, piamente, creem que Deus deixou o padrão familiar composto entre homem e mulher, relação fértil, sendo, tudo o mais, pecado.

Na orla dos direitos, um dos mais usuais argumentos dos religiosos contrários à ideia é que, não podendo mais apontar a homossexualidade como um pecado ou como uma conduta reprovável, estariam sendo cerceados de exercer plenamente seu direito de crença e, na mesma linha, de liberdade de expressão.

Sinceramente, discordo. Não se trata de cercear a crença de ninguém, mas, tão somente, de impedir que certa parcela da população seja discriminada, publicamente, pela simples orientação sexual que possui. É podar os tentáculos de uma intolerância que, paradoxalmente, nasce dos berços onde se prega o amor, a paz e a fraternidade, ou seja, as igrejas. 

Além disso, apesar de reconhecer a cultura como um elemento essencial a uma sociedade, negar certos fatos, há muito existentes, é ser, no mínimo, hipócrita. Desde que o mundo é mundo, existem homossexuais - e sempre haverá. Querer ocultá-los sob o manto da clandestinidade, em nome de uma suposta moral conservadora ou de crenças religiosas é querer forçosamente suprimir-lhes a existência.



O que (não) muda com o casamento gay


A lei que foi aprovada pelo parlamento argentino (que pende apenas da sanção presidencial), não muda a essência das coisas - ou do problema, como alguns querem chamar. A lei não fará que nenhum heterossexual "vire" gay, nem que um gay acentue ainda mais sua homossexualidade. As pessoas já são o que são. Se se aceitam ou não por medo da "repercussão" social, é outra questão.

" O casamento entre homossexuais é o reconhecimento do Estado de que seus cidadãos, com todas as suas diferenças lícitas, devem receber o mesmo tratamento "

A lei, como dito, é apenas um despertar para uma realidade que não pode mais ser escondida: eles existem e querem tratamento igual. Querem casar, adotar, formar família, deixar e receber herança, divorciar, etc. Querem aquilo que lhes é devido, afinal, a orientação sexual de ninguém é capaz de lhe retirar o título de cidadão.

No Brasil, embora ainda não haja lei, não poucas tem sido as decisões do Poder Judiciário reconhecendo os direitos civis de casais homossexuais, com destaque para o vanguardista Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Até em Alagoas, no meio de um nordeste preconceituoso e moralista, recentemente, o juiz Wladmir Paes de Lira concedeu o status de união estável ao relacionamento entre dois homens.

Tudo passa pela construção moral e cultural e pela evolução da sociedade. Negros, índios e mulheres, por exemplo, há pouco tempo, aqui no Brasil, tinham nenhum ou pouquíssimos direitos e isso era socialmente aceitável. Hoje, quem ainda mantém esse pensando será taxado de retrógrado e preconceituoso. Em relação aos homossexuais, será a mesma coisa. Parabéns à Argentina.



(fonte http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/07/15/entre-direitos-crencas-preconceitos-917155694.asp)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Encontro Nacional de Estudantes acontece de 25 a 27 de julho




O tempo passa e a movimentação por um mundo melhor não para! Muitos dizem que os movimento estudantis não trabalham nos dias que vivemos. Encontros como esses mostram o contrário, jovens de todo o país se reúnem para discutir políticas públicas relativas a eles.



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O Grêmio Djalma Maranhão está mobilizando os estudantes dos cursos técnicos para debater o projeto do 12º Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas (ENET), organizado pela UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e definir a comissão responsável pela organização do evento que será realizado, este ano, no Campus Natal-Central do IFRN.

O ENET acontece entre os dias 25 e 27 de Julho e tem por principais objetivos:

- Discutir amplamente a expansão e a consolidação do Ensino Profissional no país;
- Debater a criação do Fundepro (Fundo da Educação Profissional) e a origem de seus recursos;
- Analisar o andamento das redes de Escolas Técnicas Estaduais;
- Discutir o repasse dos recursos do Sistema S para a Educação Profissional;
- Realizar um balanço sobre o decreto 6095, que transformou os Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET’s) em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET’s);
- Integrar centenas de estudantes das Escolas Técnicas públicas e particulares de todo o país;
- Firmar o ENET como fórum regular de discussão dos estudantes das Escolas Técnicas e Tecnológicas do Brasil;
- Aprovar metas de lutas em defesa das Escolas Técnicas, Agrotécnicas, Técnicas Estaduais e CEFET’s;







Osinha Albuquerque
Diretora de Movimento Estudantil Secundarista

05 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Criação de site de Índio da Costa, vice do Serra, custou R$ 95 mil à Câmara.



O deputado Índio da Costa, DEM/RJ, indicado candidato a vice na chapa de José Serra, apresentou à Câmara dos Deputados nota fiscal para ressarcimento no valor de R$ 95 mil.

A nota fiscal, segundo Índio da Costa, foi relativa a pagamento a uma empresa que elaborou seu site. O valor pago é 30 vezes superior ao custo médio do mercado, calculado em torno de R$ 3 mil. Estou negociando com uma empresa a elaboração do meu por R$ 1 mil.

Índio da Costa foi relator, na Câmara, do projeto de lei "ficha limpa". Seu guru na política é o ex-prefeito do Rio, César Maia. Foi seu assessor e depois Secretário de Administração. Índio da Costa foi convocado pela "CPI da Merenda", no Rio, para explicar desvios em sua pasta e na pasta da Educação. A CPI calculou que 99% das compras feitas pela Secretaria de Administração e de Educação, estavam concentradas na mesma empresa, a Comercial Milano. No relatório da CPI consta que a licitação para compra de R$ 75 milhões de merenda escolar causou prejuízo aos cofres públicos. A eleição de Índio da Costa, relator do "ficha limpa" custou R$ 838 mil. Está registrado no TSE. Ele teve 91 mil votos. O site Transparência Brasil diz que cada voto do deputado custou em média R$ 9,16. A média, no Rio, naquele ano, foi de R$ 4,00. Será que esse deputado e agora candidato a vice do Serra é mesmo "ficha limpa".