Como se não bastasse ter que se lidar com a violência urbana, do trânsito ou a violência do trabalho intensivo, não permitindo boa qualidade de vida, a população LGBT tem que lidar com violência extra. E eis que Santa Cruz do Capibaribe entra na terrível ‘moda’ nacional de assassinato e agressões de gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais.
Esse ano já tivemos o assassinato de Fabio da Silva, 20 anos. Ano passado foram alguns casos em Santa Cruz e região, que se somaram aos mais de 200 de maior repercussão no país, só em 2011. Temos o assassinato de pelo menos um gay, lésbica, bissexual ou transexual a cada dois dias, segundo o GGB. Sem falar no suicídio de jovens, que os LGBTs têm de duas a três vezes mais chances de cometer, segundo estudos.
Nossos jovens estão morrendo! É preciso leis que garantam o direito aos LGBTs de andar na rua sem ser agredidos com lâmpadas na cara, como aconteceu na Avenida Paulista, ou de ser seguidos e apedrejados. Pedras não foram feitas para matar pessoas. É preciso que cobremos a aprovação do PLC 122/06, que criminaliza os atos de homofobia, equiparando-os aos de racismo.
Enquanto nada disso acontece, nossos filhos morrem. O próximo pode ser um amigo seu, primo, filho, tio, parente ou conhecido. Ou quem sabe até mesmo você... E você não precisa ser homossexual pra respeitar o homossexual.
Emmanuel Rodrigues
Diretor de Comunicação da UJS de Santa Cruz do Capibaribe
04 de Janeiro de 2010
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